Sebastiana
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Jackson e Almira, sua parceira e esposa. |
Convidei a comadre Sebastiana
Pra dançar e xaxar na Paraíba.
(coro repete)
Ela veio com uma dança diferente
E pulava que só uma guariba.
(coro repete)
E gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)
Já cansada no meio da brincadeira
E dançando fora do compasso
Segurei Sebastiana pelo braço
E gritei: Não faça sujeira
O xaxado esquentou na gafieira
Sebastiana não deu mais fracasso.
Mas gritava: a, e, i, o, u, ipsilone...
(coro repete)
Eu fui pra Limoeiro
E gostei do forró de lá.
Eu vi um caboclo brejeiro
Tocando a sanfona, entrei no fuá.
No meio do forró houve um tereré
Disse o Mano Zé, aguenta o pagode
Todo mundo pode, gritou o Teixeira
Quem não tem peixeira briga
no pé.
Foi quando eu vi a Dona Zezé
A mulher que é, diz que topa
parada
De saia amarrada fazer cocó
E dizer: eu brigo com cabra canalha
Puxou da navalha e entrou no forró.
Eu que sou do morro, não choro,
não corro,
Não peço socorro quando
há chuá
Gosto de sambar na ponta da faca
Sou nego de raça e não
quero apanhar.
O CANTO DA
EMA
(Ayres Vianna - João do Vale)
A ema gemeu no tronco do juremá
Foi um sinal bem triste, morena
Fiquei a imaginar
Será que é o nosso amor,
morena
Que vai se acabar
Você bem sabe que a ema quando
canta
Vem trazendo no seu canto um bocado
de azar
Eu tenho medo, morena, que é
muito cedo
Muito cedo, meu benzinho, prá
esse amor se acabar
Vem morena. vem. vem. vem
Me beijar, me beijar
Dá-me um beijo, dá-me
um beijo
Pra esse medo se acabar.
Eu só boto be-bop no meu samba
Quando o Tio Sam tocar num tamborim
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
Quando ele aprender que o samba não
é rumba
Aí eu vou misturar Miami com
Copacabana
Chiclete eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim
Tirurururiruri bop-be-bop-be-bop
Tirurururiruri bop-be-bop-be-bop
Tirurururiruri bop-be-bop-be-bop
Eu quero ver a confusão
Tirurururiruri bop-be-bop-be-bop
Tirurururiruri bop-be-bop-be-bop
Tirurururiruri bop-be-bop-be-bop
Olhe o samba rock, meu irmão
É, mas em compensação
Eu quero ver o boogie-woogie de pandeiro
e violão
Quero ver o Tio Sam, de frigideira
Numa batucada brasileira.
Escrevi uma carta para o Norte
Dizendo que breve eu chego lá
Escrevi pra meu pai dizendo assim
Que estou bem de saúde e trabalhando
Com Rita de Tota estou morando
Num barraco de zinco no Irajá
Quando for esta carta arrespostá
Mande fazer entrega a Dona Inês
Lá na rua do Sol, quarenta e
três
No subúrbio de Jacarepaguá...
Escrevi uma carta para o Norte
Dizendo que breve eu chego lá
Dê lembrança a Major Antonio
Francisco
E me lembre os meninos outra vez
Diga a todos que na festa de Reis
Vai ter baile lá em Macaparana
Diga a Zefa que apronte Mariana
Corra os banhos e prepare os documentos
E adeus, até lá, no casamento
Abençoe o seu filho João
Caiana...
Sou cabeça feita,
Não jogo conversa fora
Se o papo é legal, eu fico
Se não serve, vou-me embora.
(coro repete)
Eu sou um sambista nato
Não aprendi na escola
Conheço o bom violeiro
Pela puxada da viola
Ê ê ê, viola, ê,
ê, ê, viola...
Coro:
Ê ê ê, viola, ê,
ê, ê, viola...
Eu já disse pra você
Malandro, você não me
enrola
Eu canto forró e samba
Cheio de remandiola
Olha aqui, fica na sua
Que eu vou de pandeiro e viola.
Ê ê ê, viola, ê,
ê, ê, viola...
Coro:
Ê ê ê, viola, ê,
ê, ê, viola...
Vige como tem Zé
Zé de baixo, Zé
de riba
Tesconjuro com tanto Zé
Como tem Zé lá na Paraíba.
(coro repete)
Lá na feira é só
Zé que faz fervura
Tem mais Zé do que coco catolé
Só de Zé tem uns cem
na Prefeitura
Outros cem no comércio tem de
Zé
Tanto Zé desse jeito é
um estrago
Eu só sei que tem Zé
de dar com o pé
Faz lembrar a gagueira de um gago
Que aqui se danou a dizer Zé.
Num forró que eu fui em Cajazeira
O cacete cantou e fêz banzé
Pois um bebo no meio da bebedeira
Falou mal e xingou a mãe dum
Zé
Como tinha só Zé nesse
zunzum
Houve logo tamanho rapapé
Mãe de Zé era a mãe
de cada um
No salão brigou tudo que era
Zé...
É Zé João, Zé
Pilão e Zé Maleta
Zé Negào, Zé da
Cota, Zé Quelé
Todo mundo só tem uma receita
Quando quer ter um filho só
tem Zé
E com essa franqueza que eu uso
Eu repito e se zangue quem quiser
Tanto Zé desse jeito é
um abuso
Mas o diabo é que eu me chamo
Zé...
Xô, xô, xô, xô
Casaca de couro
Cantando as duas na telha
Cantando as duas na telha.
(coro repete)
Parece um arapuá
Cheio de vara e algodão
O ninho de uma casaca
Não parece ninho não
Parece mais um os parceiros
Dos “pajáu” do sertão.
Em riba do pé de turco
Tem um ninho de graveto
Tem garrancho de jurema
Tem pau branco, tem pau preto
Tem lenha que dá pra facho
Tem vara que dá espeto.
Uma grita, outra responde
Uma baixa, outra também
Parece mulher pilando
Pro mode fazer xerém
Subindo e descendo as asas
Como o seio do meu bem.
Eu nunca vi desafio
Mais bonito, mais iguá
Duas casacas de couro
Quando começa a cantar
Parece dois violeiros
Num galope à beira-mar.
Taí, taí, taí,
Mané Gardino
Taí, taí pra você
ver
Taí, taí, taí,
Mané Gardino:
Fulorinda bota os homens pra roer.
Mané dizia
Que era mentira minha
Que a mulher que ele tinha
Não dançava com ninguém.
Eu disse a ele:
Compadre, não se avexe
Tu vai ver como ela mexe
Quando cai no xenhenhém.
Mané Gardino
Quando viu, tremeu o queixo
Olhando pro remelexo
Da mulher no xenhenhém
Franziu a testa
E disse num desafogo
Que botava a vida em jogo
Sabendo a mulher que tem.
No tempo que eu era só
E não tinha amor nenhum
Meu coração batia mansinho:
Tum... tum... tum...
(coro repete)
Depois veio você
O meu amor número um
E o meu coração
Pôs-se a bater
Tum-tum-tum, tum-tum-tum...
É assim que o sapo canta na lagoa
Sua toada improvisada em dez pés.
(repete)
Tião – Oi!
Fosse? – Fui!
Comprasse? – Comprei!
Pagasse? – Paguei!
Me diz quanto foi! – Foi 500 réis!
(coro repete)
É tão gostoso morar lá
na roça
Numa palhoça perto da beira
do rio
Quando a chuva cai o sapo fica contente
Que até alegra a gente com seu
desafio.
(coro repete)
Tião – Oi!
Fosse? – Fui!
Comprasse? – Comprei!
Pagasse? – Paguei!
Me diz quanto foi! – Foi 500 réis!
(coro repete)
Nasci com uma sina de cigarra
Aonde eu chegar, tem farra.
(coro repete)
Ei, ei, ei
Nasci pra cantar, eu cantarei
(coro repete)
Vive o pedreiro do prumo
A abelha do sumo
O pescador do anzol...
O campeão da taça
O camelô da praça
E eu canto forró.
(coro repete)
Se tem mulher, tô lá
Toda diversão é boa
Porém sem mulher não
dá.
Eu não gosto de dar duro
Fazer força não dá
pé
Trabalhar é ruim demais
Porém se tiver mulher
O trabalho acaba logo
Que a gente nem dá fé.
Se não houvesse mulher
Eu preferia morrer
Gosto muito de dinheiro
Mas se tiver de escolher
A mulher e o dinheiro
É mulher que eu vou querer.
Morena bela, eu era, eu sou
Bela morena, eu serei o seu amor.
(coro repete)
No jardim da minha casa
Um pé de rosa eu vou plantar
Só não caso com você
Se Papai do Céu não deixar.
Eu vou guardar uma rosa
Parecida com você
Só pra matar a saudade
No dia que eu não lhe ver.
Tá chuchu beleza, tá chuchu
beleza
Como tem mulher neste arrasta-pé,
Tá chuchu beleza!
Olha aqui, eu não sou vaidoso
E vai ser vergonhoso
Um forró tão gostoso
Eu ficar longe dessa...
Tem mulher à bessa
Na gamação
Não é grilação
Mas o papai tá nessa...
Olha aqui, neste forró jóia
Só fica na bóia
Quem fôr zé-mané
Porque tem mulher...
É saindo, é chegando
Tem mulher sobrando
Eu já estou ficando
Sem cuca, lelé...
Se ajunta os “bebo”
Do forró de Surubim
Pra fazer fuim
Para dar alteração
Por qualquer besteira
Puxa a faca, fura o fole
Vão lá dentro tomar gole
De cachaça com limão
É, mas Surubim
Que é homem destemido
Não tem medo do perigo
Empunha a faca na mão.
Faz uma rosca
Na ponta do bigode
Com ele ninguém pode
Só ele é valentão.
Surubim diz que o forró
Só está mais animado
Quando o pau está comendo
Quando o fole está furado
Quando apaga o candeeiro
Quando é grande a confusão
Quando vê a concertina
Passando de mão em mão
Quando vê os “bebo” mole
De cachaça com limão.
Oi penerou, penerou, penerou gavião
Nos ares para voar
Tu belisca mas não come, gavião
Da massa que eu peneirar,
Da massa que eu peneirar,
Da massa que eu peneirar.
[coro: repete tudo]
Gavião, bicho malvado
É tinhoso e aventureiro
Mas da minha fina massa
Gavião não vê o
cheiro.
[coro: repete refrão]
Gavião passou voando
E na massa quis pousar
Filozinha gritou
Gavião pôs-se a voar
[coro: repete refrão]
Quem tiver sua fina massa
Não se dê por esquecido
Pois se eu deixo a minha à-toa
Gavião tinha comido.
[coro: repete refrão]
Cantando meu forró vem à
lembrança
O meu tempo de criança que me
faz chorar.
Ó linda flor, linda morena
Campina Grande, minha Borborema.
Me lembro de Maria Pororoca
De Josefa Triburtino, e de Carminha
Vilar.
Bodocongó, Alto Branco e Zé
Pinheiro
Aprendi tocar pandeiro nos forrós
de lá.
Irmão, que está me escutando
Preste bem atenção.
Já vi um cego contando
Sua história num rojão.
Já vi um cego contando
Sua história num rojão.
Quem vê a luz deste mundo
Não sabe o que é sofrer.
Que sofrimento profundo
Querer ver e não poder.
Que sofrimento profundo
A gente querer ver, não poder!
Irmão, mais triste eu fico
Com tanta ingratidão
Dois gravetos de angico
Me tiraram a visão
Dois gravetos de angico
Tiraram sem dó minha visão.
Porisso nós ‘tamo aqui
Eu e minha viola.
Por Jesus vamos pedir
Meu irmão, me dê uma esmola
Por Jesus vamos pedir
Meu irmão, deixe aí a
sua esmola.
Que Deus recompense então
A sua caridade
E lhe dê sempre a visão
Saúde e felicidade.
Que lhe dê sempre a visão
Boa sorte e muita felicidade.
Mas inventaram um tal de bambolê
Mas que negócio da mulesta foram
inventar!
A gente fica num cantinho só
Remexendo, remexendo, remexendo sem
parar...
Bambolê, bambolê, bambolê,
meu baião
Bambolê, vamos bambolear.
[coro repete]
Pegue neste bambolê
E coloque na cintura e comece a remexer
Pra você ver o gosto que vai
dar
Bambolê, bambolê, bambolear...
Eu coloquei no meu baião
E pelo jeito que estou vendo vou me
viciar:
[coro:]
No bambolê, vou bambolear
No bambolê, vou bambolear...
Fui ver uma tourada
Lá na Escada de um toureiro
de valor
Veja o senhor, mas quando na hora marcada
Que trapalhada, o toureiro não
chegou.
Me apresentaram como seu substituto
Fiquei maluco vendo aquela
Ouvi as moças me aplaudir lá
da bancada
Senti uma pontada bem dentro do coração.
Caí na arena e recebi tanta chifrada
Quase que morro nas suas ponta afiada
Bati a mão na faca e gritei
para o poleiro:
Eu mato o cara que disse que eu sou
toureiro!
Rosa, Rosa, vem ô Rosa
Estou chamando por você
Eu vivo lhe procurando
Você faz que não me vê
Eu vivo lhe procurando
E nem sinal de você.
(coro repete)
Rosa danada
Minha morena faceira
Minha flor de quixabeira
Não posso mais esperar.
Fique sabendo
Se casar com outro homem
O tinhoso me consome
Mas eu lhe meto o punhá.
(coro repete tudo)
Comprei um papel florado
um envelope pra mandar dizer
numa carta bem escrita
o que sinto por você
a carta está esperando
porque não sei escrever.
A coisa pior da vida
É querer bem a mulher
A gente deita na rede
Maginando por que é
Com tantas no mei do mundo
Só uma é que a gente
quer.
Coro: “Rosa, Rosa, vem ô Rosa...”
Ele disse muito bem:
O povo de quem fui escravo
Não será mais escravo
de ninguém.
Para todo operário do Brasil
Ele disse uma frase que conforta
Quando a fome bater na vossa porta
O meu nome é capaz de vos unir
Meus amigos por certo vão sentir
Que na hora precisa estou presente
Sou o guia eterno desta gente
Com meu sangue o direito eu defendi.
Ele disse com toda consciência
Com o povo eu deixo a resistência
O meu sangue é uma remissão
A todos que fizeram reação
Eu desejo um futuro cheio de glória
Minha morte é bandeira da vitória
Deixo a vida pra entrar na história
E ao ódio eu respondo com o
perdão.
Lá na Paraíba briguei
em Princesa
Minha natureza não sofreu abalo
Briguei em São Paulo na revolução
Ajudando aos paulistas quatrocentão
Cheguei em Caxias num dia de feira
Me fiz na peixeira e não vi
valentão.
[refrão]
No meu Pernambuco já fui num
forró
Fiz trança, dei nó, lá
no ribeirão
De punhal na mão lá em
Limoeiro
Botei cangaceiro pra baixo do chão
No Rio já fui malandro em favela
E mulata donzela me beijava a mão.
[refrão]
Eu já fui boiadeiro, depois motorista
Correndo na pista era assombração
Fui bom no balão, fui craque
decente
Meu tijolo quente queimou muita mão
Já fui no [
] , já fui em salão
Já fui empregado e hoje sou
patrão.
[refrão]
Eu fui para São Paulo procurar
trabalho
E não me dei com o frio
Tive que voltar outra vez para o Rio
Pois aqui no Distrito Federá
O calor é de lascar
E veja o meu azar:
Comprei o “Jornal do Brasil”
Emprego tinha mais de mil
E eu não arranjei um só...
Telegrafei para a vovó
Ela tem uma bodega em Recife, Pernambuco
Eu disse pra ela que estou quase maluco
E que não tenho nem onde morar,
o quê que há?
Estou dormindo ao relento, valei-me
nossa Senhora!
O meu travesseiro é um “Diário
da Noite”
E o resto do corpo fica na “Última
Hora”.
Mas se eu voltar, aquela turma lá
do Norte me arrasa
Principalmente o povo lá de
casa
Que vai perguntar por que é
que eu fui embora.
Porisso eu vou ficando
Dormindo aqui na porta do Municipal
Com quatro mil-réis eu compro
o enxoval:
“Diário da Noite” e a “Última
Hora”.
Lá tem vaqueiro que emboca no
carquejo
Quebrando arapiraca... tem sim senhor.
Tem caçador que pega onça
de mão
E sangra de faca... tem sim senhor.
Tem fazendeiro que morre e não
sabe
Quantas reses tem...
E tem morena, de fala doce e amena
Que outra terra não tem... isso
também tem.
Macaco não é valente
Dança aí 17 na corrente.
Uma viagem que fiz pelo Amazonas
Num arvoredo eu parei pra descansar
Me jogaram uma pedra no lugar
Eu olhei, não vi nada ali perto
Com distância de 10 ou 12 metros
Um guariba surgiu na minha frente
Com coragem enfrentei o descontente
Venci na luta e a ele eduquei
Minha ordem pra ele é uma lei,
Dança aí 17 na corrente...
Coro: repete refrão.
Tendo eu dominado este vivente
Hoje ele vive amarrado pelo meio
Eu trabalho com ele e não receio
Dança aí 17 na corrente.
Coro: repete refrão.
Ele hoje é bastante educado
Fuma, toca e sabe até dançar
Já faz pose e tem ginga no andar
E conversa comigo por aceno
Faz careta e fica se mordendo
Se uma loura passar e não falar
Ele diz que o dia é de azar
E reclama por não estar decente
Já não briga e respeita
toda gente
Dança aí 17 na corrente.
Coro: repete refrão
Oi responda esse coco com palma de mão
Isso é coco do Norte, nunca
foi baião.
No coco do Norte tem caracaxá
Zabumba, ganzá, poeira do chão
Coqueiro fazendo improvisação
Compadre e comadre seguro na mão
Batendo umbigada com palma de mão.
(refrão)
Tem coco praieiro na terra batida
Que é dança querida na
beira do mar
O vento a soprar, a onda quebrando
A lua espiando com satisfação
Isso assim é coco, nunca foi
baião
(refrão)
No coco do Norte tem Pedro, tem Joca
Tem Dida, tem Noca, tem Paulo, tem
João
Tem Chica Cancão, Didi Sebastiana
Dedé e Joana na palma da mão
Isso assim é coco nunca foi
baião.
(refrão)
Coro:
Eta baião... Eta baião.
Os cabra tira as alpercata, bota os
pé no chão
E depois de formada a roda começa
o rojão. (repete)
O cabra faz um corrupio, se “troce”
que nem pavio
Chega inté furar o chão.
Coro:
Eta baião... Eta baião.
Quando chega a madrugada com o seu clarão
Todo mundo está cansado mas
não pára não. (repete)
De longe se ouve o tropé, e
a resposta das mulhé
Batendo palma de mão.
Coro:
Eta baião... Eta baião.
Cajueiro pequenino
Todo enfeitado de flor
Eu também sou pequenino
Carregadinho de amor.
Tradicional cajueiro
Dos meus avós traz lembrança
Testemunha evocativa
Dos meus tempos de criança.
O cajueiro não dá coco
Coqueiro não dá limão
O amor quando é de gosto
Não produz ingratidão.
